3º Trimestre de 2019

Com melhora no ambiente econômico, cresce a participação de compradores em potencial na pesquisa

Resultados do Raio-X também indicam a consolidação da percepção e das expectativas dos respondentes quanto ao preço de imóveis residenciais


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A pesquisa Raio-X FipeZap do 3º trimestre de 2019 oferece novos dados sobre o perfil e os objetivos dos agentes do mercado imobiliário brasileiro, incluindo informações inéditas sobre compradores, compradores em potencial e proprietários de imóveis; participação de investidores entre compradores; incidência e percentual de descontos sobre o valor anunciado dos imóveis; bem como a percepção e expectativa dos respondentes com respeito ao nível e trajetória dos preços dos imóveis no curto e longo prazos. A seguir, são apresentados os principais destaques da última rodada da pesquisa, que contou com a contribuição de uma amostra de 2.541 respondentes:

⦿ Participação de compradores e investidores: a participação de compradores na última pesquisa (respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses) recuou de 14% para 9% dos respondentes, em contraste com o nível e trajetória observada nos trimestres imediatamente anteriores. Entre os adquirentes, a preferência por imóveis novos passou de 33% para 44%; bem como o interesse em imóveis para investimento (seja para revenda ou aluguel), que se elevou de 33% para 36% dos respondentes. Por outro lado, a última rodada da pesquisa foi marcada também pelo crescimento expressivo dos compradores potenciais – isto é, de respondentes que declararam intenção em adquirir imóveis nos próximos meses – que passaram de 26% para 38% da amostra, prevalecendo aqui o interesse na aquisição para moradia (38%). ⦿ Descontos nas transações: o percentual de transações com desconto no valor anunciado manteve-se relativamente estável aos últimos meses, encerrando o último período da pesquisa com uma incidência de 71% sobre as transações - o maior patamar da série histórica. Considerando apenas as transações que envolveram algum desconto, o percentual médio negociado entre compradores e vendedores também não apresentou grandes variações, correspondendo no último mês a 13% do valor anunciado.

⦿ Percepção sobre os preços atuais: houve estabilização na percepção dos respondentes quanto ao nível de preço dos imóveis em relação ao mesmo período dos anos anteriores. Na última pesquisa, os respondentes se distribuíram entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (61%), em nível razoável (27%) e baixos ou muito baixos (9%), enquanto aqueles que não souberam opinar somaram 4% dos respondentes. Comparando-se a última pesquisa com o observado há 4 anos (no 3º trimestre de 2015), todavia, é possível evidenciar uma expressiva diminuição da percepção de que os preços dos imóveis estão “altos ou muito altos” (de 73% para 61%), em paralelo ao aumento da participação de respondentes que acreditam que os preços estão em nível razoável (de 18% para 27%); e “baixos ou muito baixos” (de 7% para 9%).

⦿ Expectativa de preço: a proporção de respondentes da última pesquisa se dividiu entre aqueles que projetavam elevação nominal nos preços nos próximos 12 meses (30%), estabilidade (33%) e queda nominal nos preços no curto prazo (15%). Na última edição, cerca de 21% dos respondentes não souberam opinar a respeito da trajetória futura dos preços. Já a expectativa média quanto à variação dos preços para os próximos 12 meses apresentou ligeira queda entre o terceiro trimestre de 2018 e o terceiro trimestre de 2019, passando de alta nominal de 1,1% para alta nominal de 0,9%. De forma geral, é possível afirmar que os resultados apresentados reforçam os indícios em torno da estabilização da percepção e das expectativas do público a respeito do nível e do comportamento esperado dos preços dos imóveis no futuro próximo.

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