Apartamentos correspondem a 85% das ofertas no entorno das universidades paulistas; Butantã se desta

Levantamento do Grupo ZAP avaliou bairros localizados no raio de 1 km de campi de seis instituições de ensino; algumas regiões somam ofertas de quase 9 mil imóveis

Morar sozinho ou dividir a residência com outras pessoas são opções que fazem parte da realidade de vários estudantes em São Paulo, principalmente para aqueles vindo de fora do estado. E isso exerce um impacto sobre o mercado imobiliário. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Grupo ZAP, considerando o entorno de seis campi de universidades renomadas da capital, a oferta de imóveis próximos às instituições de ensino chega a quase 9 mil ofertas residenciais, sendo que quase a totalidade delas corresponde a apartamentos.


Foram selecionados para análise os campi conhecidos pela sua relevância e que, devido sua importância, atraem alunos de fora da cidade de São Paulo, criando uma demanda específica por locação de imóveis próximo a eles.  Fazem parte do estudo bairros localizados no raio de 1 km da USP (Butantã), Mackenzie (Consolação), Unifesp – Escola Paulista de Medicina (Vila Clementino), PUC (Perdizes), ESPM (Vila Mariana) e FGV (Bela Vista).



Segundo o levantamento, a maioria dos imóveis disponíveis no entorno dos campi é do tipo apartamento, principalmente no caso das unidades localizadas na região central da capital paulista, em função da verticalização dos bairros. Nesses locais, como é o caso da Bela Vista e da Consolação, a participação dos apartamentos nos anúncios chega a 99%. No entanto, as casas chegam a ganhar mais expressividade em regiões como o Butantã, que é próximo a USP, onde a oferta desse modelo de residência chega 23% do total.


“Não é possível afirmar que haja um impacto direto dessa movimentação de estudantes sobre o valor médio do m² nos bairros, mas é possível notar um aumento na oferta de imóveis nesses locais. Principalmente no caso dos apartamentos que correspondem a 85% dos anúncios, com destaque para a Vila Mariana, Bela Vista e Consolação”, avalia o CEO do Grupo ZAP, Lucas Vargas.

A locação muitas vezes é a opção mais buscada pelos universitários, levando em consideração a possibilidade de dividir o imóvel com outros colegas e, com isso, tornar os custos mensais mais baixos para cada um. Nesse sentido, há uma variação na oferta de apartamentos por número de dormitórios, com destaque para aqueles com três dormitórios que correspondem a 38% das ofertas, seguidos pelos imóveis com dois (27%), um (24%) e quatro (11%) quartos. “Imóveis compactos tendem a se concentrar em regiões mais centrais, como o entorno da FGV (47%) e do Mackenzie (28%). Já os maiores costumam estar em regiões como a da USP, no Butantã, onde 84% dos apartamentos têm entre 2 e 3 dormitórios”, pontua Vargas.


A gerente de Inteligência de Mercado do Grupo ZAP, Cristiane Crisci, ainda analisa a oportunidade para lançamentos de empreendimentos compactos, com um dormitório, nos bairros próximos à ESPM, PUC e USP.


“Há indícios dessas ofertas de imóveis, principalmente quando percebemos que 15% ou menos da oferta de apartamentos tem essa tipologia, que é muito aderente à realidade dos universitários, na região”.

A pesquisa ainda faz uma análise em relação ao preço dos imóveis para locação. Considerando o preço médio do m² nos bairros próximos às universidades, o estudante que optar por morar sozinho em um apartamento compacto (um dormitório) próximo ao seu campus vai pagar entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil. “Esse valor tende a sofrer uma redução quando consideramos a hipótese de divisão do imóvel com uma ou mais pessoas. Por exemplo, no caso de imóveis com dois quartos o valor do aluguel passa a variar, em média, de R$ 800 a R$ 1,6 mil por pessoa. E, para aqueles com três dormitórios o preço pode se estabelecer entre R$ 700 e R$ 1,6 mil aproximadamente por pessoa”, calcula Cristiane.


De acordo com o levantamento sobre o preço médio dos aluguéis, os bairros Bela Vista, Consolação e Vila Mariana aparecem entre os mais valorizados. Já o Butantã se destaca como aquele com o valor mais baixo em todas as tipologias de imóveis, embora concentre um volume menor de apartamentos (77%), quando comparado a outras regiões, e apenas 5,7% do total de ofertas.


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