São Paulo possui em média 4 árvores a cada 100 metros, revela pesquisa inédita do ZAP

Levantamento identificou que bairros mais arborizados tem imóveis mais valorizados; Alto da Boa Vista lidera e Sé ficou com a última posição



São Paulo, julho de 2018 – A relação entre as grandes metrópoles mundiais e suas áreas verdes possui divergências importantes ao longo da história, já que por um longo período o desenvolvimento econômico e de infraestrutura diminuiu a presença de áreas arborizadas. Pensando nisso, o ZAP, empresa do Grupo ZAP, desenvolveu uma pesquisa inédita sobre a arborização na cidade de São Paulo e o vínculo com mercado imobiliário.


Os principais pontos identificados no estudo foram que a capital paulista possui quatro árvores a cada 100 metros e que, em geral, os bairros com imóveis mais valorizados são aqueles com a média de árvores mais alta.


As zonas oeste e sul são as mais arborizadas da capital paulista, ao caminhar pelas ruas e praças dessas regiões, as pessoas encontram, em média, seis árvores a cada 100 m, a região central vem na sequência com cinco árvores e as zonas norte e leste ao fim da lista, com quatro árvores. Alto da Boa Vista, Alto de Pinheiros e Jardins lideram o ranking dos bairros mais arborizados, com 15, 12 e 11 árvores a cada 100 metros, respectivamente, somando cerca de 30 mil árvores.


O restante do top 10 dos bairros mais arborizados segue com: Brooklin (10 árvores), Cidade Jardim (10 árvores), Santa Cecília (10 árvores), Vila Nova Conceição (9 árvores), Pacaembu (9 árvores), Itaim Bibi (9 árvores) e Real Parque (8 árvores). Essa análise destaca a região sul da capital, com sete dos dez bairros.


Para a gerente de inteligência de mercado do Grupo ZAP, Cristiane Crisci, a presença de muitos bairros nobres mostra como o tema tem relação direta com a valorização local e dos imóveis.

“Esse é um ponto muito importante e que aumenta o valor dos bairros, pois está diretamente relacionado com o bem estar e qualidade de vida. A região da Barra Funda, por exemplo, que está em pleno desenvolvimento imobiliário, conta com apenas 4 árvores a cada 100 metros, portanto há espaço para melhorar a arborização do bairro junto aos novos empreendimentos. Já Vila Olímpia, que verticalizou significativamente na última década e terceiro m² mais caro da cidade (R$13.610/m²), ficou acima da média, com 7 árvores, mas abaixo do vizinho Itaim Bibi - 9 árvores.”, detalha.

Já as regiões menos arborizadas estão localizadas, em sua maioria, em áreas periféricas. A região da Sé, no centro da cidade, desponta como a de menor índice da cidade com apenas 1 árvore a cada 100 metros. Na sequência estão: Socorro, Jardim Ângela, Brasilândia, Grajaú e Jaçanã, todos com média de duas árvores a cada 100 metros.


Áreas verdes valorizam bairros


Analisando os preços, nota-se que bairros mais arborizados possuem preços por m² mais valorizados. O valor mediano nas dez áreas mais arborizados é 55% maior do que nas dez menos arborizados. O destaque fica para apartamentos usados à venda na Cidade Jardim, Vila Nova Conceição, e Jardins, líderes de arborização, com R$18.761/m², R$17.572/m² e R$12.165/m², respectivamente. Comparando com as menos arborizadas pode-se destacar Itaim Paulista (R$3.982/m²), Cidade Tiradentes (R$3.995/m²) e Grajaú (R$4.702/m²).


Realizando uma relação com o mercado imobiliário da cidade, podemos identificar que as áreas mais valorizadas da cidade: Cidade Jardim e Vila Nova Conceição, estão também no ranking das 10 mais arborizados. Em contrapartida, as duas menos valorizados da cidade: Cidade Tiradentes e Itaim Paulista, também aparecem no ranking dos 10 menos arborizados.


“O preço dos imóveis está diretamente relacionado com a estrutura ao redor dele e como isso impacta no dia a dia das pessoas. A arborização, assim como transporte público e segurança são grandes diferenciais para a valorização dos imóveis”, finaliza Cristiane.

Metodologia

Foram consideradas 652 mil árvores mapeadas pela Prefeitura de São Paulo na capital, considerando os dois lados das calçadas e das praças nas vias da cidade. Não foram consideradas as árvores localizadas dentro de imóveis ou parques. A análise levou em conta a base de arborização disponibilizada pelo Geosampa a partir de ortofoto de satélite da EMPLASA.


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