TALK TO A REPRESENTATIVE
Datazap Report

DataZAP Report #98

28/01/2026
Datazap Report

DataZAP Report #98

28/01/2026

As principais notícias do mercado imobiliário entre 22 a 28 de janeiro, comentadas por nossos especialistas.

Governo anuncia meta de 1 Milhão de novas contratações no MCMV para 2026

O governo estabeleceu meta de contratar 1 milhão de novas unidades pelo programa Minha Casa Minha Vida em 2026, com investimentos de R$144,5 bilhões do FGTS e mais de R$8 bilhões em subsídios. O programa foi reformulado para incluir tanto famílias de baixa renda (até R$2.850/mês) quanto a classe média, com ampliação dos valores financiáveis e mudanças nas regras do Sistema Financeiro da Habitação.

Para corretores e imobiliárias, o programa representa uma oportunidade de ouro com o aumento exponencial da demanda qualificada e ampliação do público-alvo, exigindo adaptação para atender desde famílias subsidiadas até a classe média. As incorporadoras se beneficiam da previsibilidade de demanda e segurança para novos lançamentos, com o mercado já demonstrando interesse em direcionar projetos para o MCMV. O crescimento projetado de 25% nos financiamentos e a meta de 1 milhão de contratos criam um ambiente favorável para expansão dos negócios, especialmente nas Faixas 1 e 2 do programa.

O programa MCMV 2026 configura-se como um divisor de águas para o setor imobiliário brasileiro, oferecendo não apenas sustentação ao mercado, mas uma plataforma robusta de crescimento que beneficia toda a cadeia produtiva, desde a geração de empregos na construção civil até o fortalecimento das vendas no mercado imobiliário, consolidando uma política habitacional que alia objetivo social com aquecimento econômico.


Mercado Corporativo SP 2025: Retrospectiva de recordes e projeções para 2026 

O mercado de lajes corporativas em São Paulo consolidou em 2025 uma virada histórica, com Itaim Bibi e Avenida Paulista retomando definitivamente o protagonismo no radar dos Fundos de Investimento Imobiliário e investidores estratégicos. A Avenida Paulista, beneficiada por um movimento consistente de retrofits e reposicionamento de ativos, atingiu uma vacância crítica de apenas 5%, enquanto o Itaim Bibi registrou absorção líquida de 17.000 m² ao longo do ano, com impressionantes 10.000 m² absorvidos apenas no último trimestre. Esse desempenho foi impulsionado pela combinação entre a volta gradual ao trabalho presencial, a extrema escassez de novos lançamentos corporativos e a crescente valorização de localização premium com infraestrutura consolidada.

Para corretores e imobiliárias, esse cenário de oferta restrita e demanda aquecida representa um momento único de maximização de resultados. A escassez de opções qualificadas está acelerando processos decisórios dos ocupantes, permitindo maior assertividade nas negociações, redução significativa no tempo de comercialização e, principalmente, a consolidação de relacionamentos estratégicos com clientes que reconhecem o valor da expertise local. Simultaneamente, as incorporadoras estão identificando oportunidades excepcionais para projetos boutique e operações de retrofit, transformando ativos subutilizados em produtos de alta rentabilidade.

As perspectivas para 2026 apontam para a continuidade da trajetória de queda da vacância em ambas as regiões, porém com valorização controlada que evita bolhas especulativas. O Itaim Bibi se consolida como mercado de nicho para prédios boutique com lajes de 600 a 700 m², atendendo demanda corporativa sofisticada, enquanto a Paulista se fortalece através de projetos de retrofit que combinam acessibilidade de transporte público com modernização arquitetônica. Para profissionais do setor, esse momento exige expertise em análise de potencial de reposicionamento e capacidade de identificar oportunidades de conversão, posicionando-se como consultores estratégicos em um mercado onde localização, qualidade construtiva e visão de longo prazo determinam o sucesso dos investimentos.


Mercado Imobiliário Comercial fecha o ano de 2025 com Força no cenário de Locação

O mercado imobiliário comercial brasileiro encerrou 2025 em um cenário de recuperação consistente, com destaque expressivo para o segmento de locação, enquanto a venda apresentou crescimento mais moderado, porém relevante. Ao longo do ano, os preços de venda comercial avançaram 2,55%, o melhor desempenho anual desde 2013, enquanto os valores de locação registraram uma alta de 8,91%, a maior da série histórica iniciada em 2013. Ambos os segmentos superaram a inflação oficial do período, indicando ganho real de preços, sobretudo no aluguel, que se consolidou como o principal motor do mercado de imóveis comerciais. 

No segmento de venda, o preço médio nacional atingiu R$8.625/m² em dezembro de 2025, com variação mensal marginalmente positiva. A valorização, porém, foi bastante heterogênea entre as cidades, evidenciando uma mudança no eixo de dinamismo do mercado. Curitiba liderou o crescimento anual, com alta de 9,76%, seguida por Salvador (6,56%) e Brasília (4,46%), enquanto Florianópolis também apresentou desempenho acima da média. Em contrapartida, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram variações negativas no acumulado do ano, sinalizando maior fragilidade nesses mercados. Em termos de preços absolutos, São Paulo permanece como o mercado mais caro, com R$10.427/m², seguido por Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro, enquanto Salvador figura entre os mercados mais acessíveis entre as capitais analisadas.

Já no mercado de locação, o desempenho foi amplamente positivo e disseminado, com preço médio nacional de R$49,69/m² em dezembro. Todas as cidades analisadas apresentaram valorização anual, com destaque para Brasília (18,80%), Campinas (16,12%), Niterói (15,48%) e Florianópolis (11,75%), além do Rio de Janeiro (10,23%). Esse movimento sugere uma retomada consistente da demanda por espaços comerciais, associada à consolidação do modelo presencial e híbrido de trabalho, que vem se firmando de forma cada vez mais consistente entre empresas de diferentes setores. Esse movimento tem reforçado a busca por imóveis comerciais melhor localizados, com maior qualidade de infraestrutura e acesso a serviços, impulsionando principalmente os mercados mais centrais e bem conectados das cidades. Como resultado, observa-se uma pressão positiva sobre os preços de locação, refletindo uma preferência clara das empresas por eficiência operacional, atração de talentos e redução de riscos associados a localizações menos estratégicas. São Paulo, grande exemplo dessa retomada, não por acaso, segue liderando em termos de preço médio de locação, com R$ 59,07/m², enquanto Belo Horizonte apresenta o menor valor entre as capitais.

A rentabilidade média do aluguel comercial no país foi estimada em 7,13% ao ano, superior ao segmento residencial, que apresentou yield de 5,96% ao ano. Salvador, Campinas, Brasília e São Paulo figuram entre os mercados com maiores retornos. Embora ainda abaixo de algumas alternativas financeiras, a rentabilidade imobiliária comercial mostra trajetória de recuperação, reforçando o interesse de investidores nesse segmento.

De forma geral, o relatório aponta que a locação comercial vive um ciclo de forte aceleração e disseminação geográfica, enquanto o mercado de venda se recupera de maneira mais seletiva e regionalizada. Observa-se um deslocamento do protagonismo para mercados fora do eixo tradicional Rio–São Paulo, especialmente no Sul e Nordeste, ao mesmo tempo em que mercados mais maduros enfrentam crescimento mais contido. O cenário para 2026 é de viés positivo, especialmente para estratégias orientadas à geração de renda, com oportunidades relevantes em cidades com menor preço de entrada e maior dinamismo de locação.


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