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Radar Imobiliário
33ª Edição – Radar Imobiliário
18/01/2024
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33ª Edição – Radar Imobiliário
18/01/2024

Conheça as variações anuais entre bairros na participação da demanda por imóveis anunciados em nossos portais nas cidades aniversariantes do mês de Janeiro: Santos (SP) e Praia Grande (SP).

Economia e setor em retrospectiva

No início do ano, o consenso sobre o crescimento anual do PIB de 2023, medido pela mediana do Relatório Focus do Banco Central do Brasil (BCB), era inferior a 1%. A expectativa atual é que observemos crescimento anual de 3%. Entre os fatores determinantes dessa bem-vinda surpresa se destacam medidas do governo que estimularam a renda, deste ano, mas principalmente do ano anterior, e o ótimo resultado do setor exportador agro e extrativo. No entanto, olhando trimestre a trimestre, o crescimento perdeu força à medida que tais impulsos se esgotaram, de maneira que tudo indica que iniciaremos 2024 com as métricas de crescimento mensal da atividade econômica próximas de 0%.

O oposto ocorreu no mercado residencial de compra e venda. O ano de 2023 já se iniciou em retração decorrente do aumento das taxas de juros após o boom do crédito imobiliário em 2021. Entretanto, ao longo do ano esse esfriamento desacelerou, principalmente em função do MCMV. As taxas de juros menores também devem aparecer ajudando nessa mesma direção, mas não temos os dados dos últimos meses do ano para afirmar isso por enquanto. Com MCMV mais forte e menores taxas de juros, nosso mercado começa 2024 ganhando força.

Apesar da atividade econômica estar relativamente estagnada, para o mercado residencial, não vemos isso como sinônimo de dificuldades para o ano que vem. Lembrando ainda que a atividade deve ganhar força no decorrer de 2024, com expectativa de 1,5% de crescimento. Para o mercado de compra e venda residencial, mais importante que isso, é a expectativa da taxa de juros continuar em queda até atingir 8,5% em 2025. Além disso, o consenso dos analistas aponta para bons números no mercado de trabalho, inflação sob controle e dívida pública maior, mas em trajetória sustentável, ou seja, para um período bastante estável com indicadores em terreno positivo comparando com a série histórica. 

Riscos devem sempre ser monitorados, o que pondera o otimismo para o ano que vem. Temos falado nas últimas cartas sobre o quadro fiscal brasileiro e a taxa de juros básica americana. Tais alertas permanecem, uma vez que variações nesses aspectos tendem a impedir a taxa Selic de continuar caindo. Ainda assim, após um 2023 que terminou melhor do que começou e com o cenário base prevendo estabilidade nos anos vindouros, é difícil não ver em 2024 um ano melhor. 

Pedro Tenório, em nome do DataZAP

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