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Datazap Report

DataZAP Report #106

01/04/2026
Datazap Report

DataZAP Report #106

01/04/2026

As principais notícias do mercado imobiliário entre 26 de março e 1 de abril, comentadas por nossos especialistas.

ANUÁRIO DATAZAP 2026

A 4ª edição do Anuário DataZAP foi lançado na última semana com o objetivo de ser referência do mercado imobiliário brasileiro ao transformar dados em inteligência acionável. Desenvolvido pelo braço de inteligência do Grupo OLX, o material oferece uma análise sobre as transformações do setor em 2025, fornecendo aos profissionais e investidores uma base sólida para compreender acontecimentos do ano e antecipar tendências para 2026.

O cenário macroeconômico foi de juros elevados e crédito restrito que alongaram decisões de compra, mas com mercado de trabalho sólido e avanço real da renda, que sustentaram o setor. No mercado primário, o segmento econômico manteve evidência via Minha Casa Minha Vida e FGTS e o mercado de luxo teve ganhos expressivos em praças selecionadas, como Rio de Janeiro (+65%) e Porto Alegre (+44%). Para 2026, espera-se redução gradual da Selic, melhorando o custo do crédito favorecendo o segmento médio-alto. 

Corretores e imobiliárias devem usar análises regionais de oferta e demanda, perfil dos compradores para ajustar portfólios e otimizar anúncios. Incorporadoras encontram subsídios para escolher geografias estratégicas, definir combinação de produtos por liquidez, precificar com base em atributos mais valorizados e ajustar lançamentos conforme cenários macro, garantindo competitividade em um mercado cada vez mais seletivo.

Leia mais: https://www.datazap.com.br/anuario-datazap-2026/


Custos da construção avançam 0,23% em fevereiro, com destaque para Região Norte

O IBGE divulgou os resultados de fevereiro de 2026 do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), publicação mensal, em parceria com a Caixa Econômica Federal, sobre custos habitacionais, salários e preços medianos de insumos da construção civil. As informações apontam para um aumento de 0,23% do custo médio de construção do metro quadrado de fevereiro em relação a janeiro em termos nacionais. No ano, a variação foi de 1,77% e, em doze meses, de 6,71%. Em moeda corrente, o custo ficou em R$ 1.925,08, sendo destes 56% relativos aos materiais e 44% à mão de obra. Em janeiro, a taxa mensal foi de 1,54% devido ao impacto da reoneração da folha de pagamento de emprego no setor da construção civil.

Destaca-se a maior variação de custos da região Norte (0,52%), onde o estado do Amapá lidera com 1,54%. O instituto aponta, no Amapá, influência do acordo coletivo firmado nas categorias profissionais e concomitante alta na parcela do custo relativa a materiais.

Porque importaOs indicadores do SINAPI são complementares aos do INCC do IBRE. Ambos dão um panorama nacional, porém a abrangência geográfica do SINAPI é maior. O acompanhamento dos custos de produção de habitações é relevante para o setor da construção civil e para políticas públicas, especialmente de habitação popular.


Estratégia de cautela marca posicionamento da Mitre para 2026

Em entrevista recente, o CEO da Mitre Realty, Fabrício Mitre, indicou que a incorporadora pretende adotar uma estratégia mais seletiva para novos lançamentos ao longo de 2026. Segundo o executivo, o foco da companhia será lançar projetos “com parcimônia”, refletindo um cenário macroeconômico ainda marcado por desafios e incertezas.

A decisão reforça uma tendência que começa a ganhar força entre incorporadoras: em vez de acelerar a expansão da oferta, as empresas passam a priorizar disciplina na alocação de capital, controle de estoque e preservação de margens. Nesse contexto, a Mitre confirmou apenas um lançamento para o ano: o projeto Naeem, em Pinheiros (SP), com VGV estimado em R$ 825 milhões, que será o maior empreendimento da história da companhia.

Entre os fatores citados pela empresa estão a volatilidade do ambiente econômico, o impacto dos juros elevados sobre o crédito imobiliário e a menor previsibilidade do cenário político e global. Esses elementos levam as incorporadoras a calibrar com maior cuidado o timing de novos empreendimentos.

Ao mesmo tempo, a companhia mantém um pipeline relevante de projetos, que poderão ser lançados conforme o comportamento das vendas e a evolução das condições de mercado. A estratégia amplia a flexibilidade operacional e reduz a exposição a ciclos de demanda mais fracos.

Do ponto de vista setorial, o movimento reflete um momento de maior maturidade do ciclo imobiliário. Após anos de forte expansão em lançamentos, o mercado passa a operar com mais seletividade, privilegiando projetos bem localizados, produtos com maior aderência à demanda e maior previsibilidade de vendas.

Se esse comportamento indicado pela Mitre vier a se refletir também em outras incorporadoras, o mercado primário pode observar uma redução mais ampla no volume de novos lançamentos no curto prazo. Em um contexto de juros elevados e maior incerteza macroeconômica, a tendência é que as empresas priorizem projetos com maior previsibilidade de vendas, localizações consolidadas e maior aderência à demanda, em vez de expandir rapidamente a oferta. Esse movimento tende a reforçar uma dinâmica de maior disciplina na alocação de capital e controle de estoques, privilegiando empreendimentos considerados mais estratégicos e com maior potencial de liquidez.

Leia mais: https://www.mitrerealty.com.br/noticias/nosso-foco-e-lancar-projetos-comparcimonia-este-e-um-ano-dedificuldades-diz-ceo-da-mitre

https://www.estadao.com.br/economia/negocios/foco-projetos-parcimonio-ceo-mitre/


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