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Datazap Report

DataZAP Report #108

15/04/2026
Datazap Report

DataZAP Report #108

15/04/2026

As principais notícias do mercado imobiliário entre 9 e 15 de abril, comentadas por nossos especialistas.

Crédito imobiliário deve ganhar ritmo em 2026, em um cenário ainda marcado por seletividade

O  crédito imobiliário brasileiro caminha para um ano de expansão em 2026. Mesmo diante de um início de ano ainda marcado pelo impacto das taxas de juros elevadas, o setor projeta crescimento relevante, variando entre 15% (Bradesco BBI) e 16% (Abecip). Esse cenário aponta para uma recuperação gradual ao longo do ano, ainda que em um ambiente macroeconômico desafiador.

A força da demanda

Parte desse otimismo está associada à continuidade da demanda por moradia, que segue sustentando o mercado mesmo em condições mais restritivas de crédito. Ainda que o custo do financiamento permaneça elevado, a necessidade de aquisição de imóveis mantém o setor ativo, contribuindo para a expectativa de crescimento ao longo de 2026.

A transição na estrutura de financiamento

Outro ponto relevante para o período é a mudança na lógica de funding do crédito imobiliário. A menor participação da poupança tradicional (SBPE), pressionada por saques recentes, vem sendo parcialmente compensada por outras fontes de recursos.

O uso do FGTS, especialmente no segmento de menor renda, aliado à expansão de instrumentos do mercado de capitais, como CRIs e LCIs, contribui para sustentar a oferta de crédito e garantir maior liquidez ao sistema.

Um crescimento ainda condicionado ao cenário macroeconômico

Apesar da perspectiva positiva, o desempenho do crédito imobiliário segue condicionado ao ambiente de juros. O nível ainda elevado da taxa básica impacta diretamente o custo do financiamento, o que explica o ritmo mais moderado observado no início do ano.

Perspectiva para 2026

Dessa forma, o ano de 2026 deve ser marcado por uma recuperação do crédito imobiliário, sustentada por demanda consistente e por ajustes na estrutura de financiamento. Ainda assim, o crescimento ocorre em um contexto mais desafiador, exigindo maior adaptação do setor às condições econômicas vigentes.


Mercado Imobiliário em SP: A aposta no luxo para a geração mais velha

A ascensão do senior living em São Paulo

O mercado imobiliário de alto padrão em São Paulo aposta agora no conceito de senior living. Dessa forma, as incorporadoras buscam atender ao acelerado envelhecimento da população brasileira. Nesse sentido, os condomínios mesclam hotelaria de luxo, lazer e serviços de saúde 24 horas. e esses espaços oferecem monitoramento médico constante e sessões de fisioterapia dentro do próprio prédio.

Diferente das tradicionais casas de repouso, esses espaços focam na autonomia total do morador. O objetivo é promover uma vida social ativa para as gerações mais velhas, no entanto, o modelo exige um investimento alto dos clientes. As unidades podem custar até 20% mais que imóveis convencionais na mesma região. 

O futuro da longevidade no Brasil

O Brasil está ficando mais velho em um ritmo acelerado, o país caminha para ter muito mais idosos do que jovens em pouco tempo. Segundo IBGE, a parcela de idosos na população deve se aproximar de quase 40% até 2070. Com isso, o mercado imobiliário percebeu que oferecer essa modalidade é um excelente negócio.


FipeZAP de Locação Residencial: índice mostra a continuidade da desaceleração do reajuste do aluguel

O índice FipeZAP de Locação Residencial registrou aumento de 0,84% em março de 2026, apontando para a continuidade do processo de redução dos reajustes do preço de locação. A variação observada em março deste ano é a menor para esse mês em cinco anos para a média das cidades monitoradas. No acumulado de 12 meses, a variação foi de 8,63%, acima do IPCA, de 4,14%, e do IGP-M, de -1,83%. O preço de locação médio do país é de R$ 52,34.

Entre as capitais acompanhadas, o maior reajuste em 12 meses foi verificado em Cuiabá (16,67%) e o menor em Campo Grande (-3,79%), única cidade cuja variação do aluguel ficou abaixo da inflação. Somente oito das 22 capitais de estado tiveram aumento da taxa acumulada em 12 meses, a saber, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Recife, Goiânia, Campo Grande, Aracaju e Manaus.

O aluguel de apartamentos prontos ainda tem sido reajustado acima do IPCA, porém a diferença do reajuste e a inflação oficial está cada vez menor. Isto ocorre, porque o mercado de trabalho segue aquecido, com 5,8% de taxa de desocupação em fevereiro, de acordo com a Pnad Contínua do IBGE, e a renda disponível de uma parcela relevante das famílias brasileiras está maior por conta das mudanças do imposto de renda. Contudo, o preço de locação já teve um aumento real considerável no período pós pandemia e a parcela que ocupa no orçamento familiar está chegando ao seu limite máximo.

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