4° Trimestre de 2018

Atualizado: 30 de Ago de 2019

Busca por imóveis para moradia é destaque no quarto trimestre, que aponta para aquecimento do mercado

Sinais da retomada do mercado imobiliário, expectativa de alta nos preços e ligeira queda nos descontos também chamam a atenção


Os resultados do Raio-X FipeZap do 4º trimestre de 2018 oferecem novos dados e informações sobre o perfil e objetivos dos agentes do mercado imobiliário brasileiro, incluindo informações sobre compradores, compradores em potencial e proprietários. Elaborada desde 2014, a pesquisa procura também mapear a participação dos investidores entre compradores, a incidência e percentual de descontos sobre o valor anunciado dos imóveis, bem como a percepção e expectativa dos respondentes com respeito ao nível e trajetória dos preços dos imóveis no curto e longo prazos. As seguir, são apresentados os principais destaques da pesquisa do último trimestre:

Sinais da retomada do mercado imobiliário, expectativa de alta nos preços e ligeira queda nos descontos também chamam a atenção


⦿ Participação dos investidores: a participação dos investidores recuou ligeiramente na última pesquisa, passando de 34% para 33% dos respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses. Entre os objetivos do investimento, prevaleceu mais uma vez o interesse na obtenção de renda com o aluguel do imóvel (61%) em comparação à revenda (39%).

⦿ Descontos nas transações: o percentual de transações com descontos manteve-se praticamente estável no último trimestre de 2018 (69%), após trajetória ascendente observada desde meados de 2017. Vale lembrar que, a despeito da estabilidade, o patamar elevado se mantém próximo ao teto da série histórica (70%). Entre as transações que apresentaram desconto, o percentual médio aplicado apresentou ligeiro recuo no quarto trimestre de 2018 (tanto na comparação com o trimestre anterior quanto face a dezembro de 2017), encerrando a série em torno de 13%.

⦿ Percepção sobre os preços atuais: na última pesquisa, os respondentes se distribuíram entre os que achavam que os preços atuais estão altos ou muito altos (60%), em nível razoável (27%) e baixos ou muito baixos (11%), enquanto aqueles que não souberam opinar somaram 3% dos respondentes. Comparando-se a última pesquisa com o 4º trimestre de 2015, fica evidente a diminuição da percepção de preços dos imóveis altos ou muito altos (de 76% para 60%), ao mesmo tempo em que cresceu a participação de respondentes que acreditam que os preços estão em nível razoável (de 16% para 27%) e baixos ou muito baixos (de 5% para 11%).

⦿ Expectativa de preço: A proporção de respondentes da última pesquisa que projetava elevação nominal nos preços nos próximos 12 meses foi de 33%, enquanto 38% apostavam na estabilidade e 12% em queda nos preços no curto prazo (cerca de 16% dos respondentes não souberam opinar a respeito da trajetória futura dos preços). A expectativa média de variação dos preços dos imóveis para os próximos 12 meses passou de alta nominal de 1.1%, no terceiro trimestre de 2018, para alta nominal de 1,5% na última pesquisa – indicando que o público têm reforçado suas convicções a respeito do aumento dos preços dos imóveis (embora ainda inferior à inflação esperada).

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