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Datazap Report

DataZAP Report #111

06/05/2026
Datazap Report

DataZAP Report #111

06/05/2026

As principais notícias do mercado imobiliário entre 30 de abril e 06 de maio, comentadas por nossos especialistas.

Desemprego avança nesse primeiro trimestre de 2026, mas mantém mínima histórica para o período

A taxa subiu no trimestre, mas segue abaixo do ano anterior, com renda e ocupação em alta na comparação anual.

A divulgação mais recente da PNAD Contínua, do IBGE, reforça um cenário de mercado de trabalho ainda resiliente, mas com sinais pontuais de acomodação no curto prazo. No trimestre encerrado em março de 2026, a taxa de desemprego avançou para 6,1%, interrompendo a trajetória de queda observada ao longo de 2025. Esse movimento, no entanto, está fortemente associado a fatores sazonais típicos do início do ano, período em que há redução de vagas temporárias e aumento da população em busca de recolocação, não configurando, por ora, uma reversão estrutural do ciclo.

Sob uma ótica mais ampla, os dados seguem indicando fundamentos consistentes do mercado de trabalho. O nível de ocupação permanece elevado, com expansão na comparação anual e manutenção de uma base robusta de trabalhadores ativos. Além disso, a renda média habitual segue em trajetória de crescimento, atingindo novos patamares históricos, o que contribui diretamente para a sustentação do consumo das famílias. 

Outro ponto relevante é a qualidade da recuperação recente, marcada não apenas pela geração de postos de trabalho, mas também por ganhos reais de renda, mesmo em um ambiente ainda influenciado por juros elevados. Esse contexto sugere uma resiliência do mercado de trabalho superior ao esperado, funcionando como importante amortecedor frente às restrições de crédito e às incertezas macroeconômicas.

O mercado de trabalho segue como um dos principais pilares de sustentação da demanda no setor imobiliário. A combinação entre baixo nível de desemprego, expansão da ocupação e aumento da renda contribui para manter a capacidade de pagamento das famílias, especialmente nos segmentos atrelados ao crédito habitacional. Ainda que oscilações sazonais possam gerar volatilidade no curto prazo, o cenário base permanece favorável para a absorção de imóveis ao longo de 2026.


Busca por locação é liderada por mulheres

Dados revelam comportamento do consumidor e reforçam importância da personalização no mercado imobiliário
Dados recentes do Google Brasil revelam o comportamento do consumidor no mercado imobiliário: as mulheres são responsáveis por 53,8% das buscas por imóveis para alugar, enquanto os homens ainda lideram discretamente as pesquisas por compra (50,8%). A análise mostra que casas para alugar recebem cerca de 145,5 mil buscas mensais, contra pouco mais de 35 mil para imóveis à venda.

O relatório do Anuário DataZAP 2026 traz outras perspectivas sobre o comportamento do consumidor que, além de evidenciar o protagonismo feminino na jornada de locação, mostra a participação delas nas buscas por compra e diversos insights sobre comportamento e preferências do público em geral.

Na jornada de busca cada vez mais digital, é essencial a otimização do funil online e o mapeamento de perfis desde as primeiras interações. Profissionais do setor devem buscar cada vez mais informações e insights sobre demanda e comportamento baseados em dados reais, para que possam construir estratégias mais assertivas e investir em comunicações personalizadas, aumentando a relevância de sua marca no mercado.


Queda da Selic e financiamento imobiliário

O que muda na prática na hora de comprar um imóvel

Na terceira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) baixou a Selic para 14,5% ao ano, com um corte de 0,25 ponto percentual. É um corte bem mais modesto do que se previa antes do início do conflito no Oriente Médio. O Boletim Focus anterior à 28/02 chegou a prever a Selic em 12% em dezembro de 2026. Atualmente, estima-se o valor de 13%. 

Na prática, essa redução da taxa básica de juros da economia não muda o cenário do crédito imobiliário no curto prazo. A política monetária leva tempo para surtir efeito na taxa de financiamento de imóveis, cuja relação com a Selic é intermediada por outros fatores, como risco da carteira de crédito e custo de captação dos bancos. Além disso, a Selic elevada por mais tempo mantém a baixa atratividade da poupança como investimento financeiro, afetando a oferta de recursos para emprestar no Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Ademais, as taxas cobradas nos financiamentos do SFH e do Minha Casa Minha Vida (MCMV) são controladas.

Comprar ou não um imóvel

O momento atual do crédito imobiliário é desafiador. Taxas de financiamento altas implicam em parcelas mais caras e excluem famílias cuja razão parcela-renda é superior a 30%. Porém, uma vez que se tem a renda suficiente, pode ser um bom negócio adquirir uma moradia própria hoje por dois motivos. O primeiro é a portabilidade que permite migrar para um contrato mais vantajoso no futuro quando o custo de crédito baixar. O segundo é a possibilidade de pagar um preço menor no imóvel, por conta da demanda mais fraca.

Vale lembrar das mudanças recentes do MCMV que ampliaram os tetos de renda e de valor do imóvel. Pelas novas regras, mais famílias têm acesso a taxas de juros menores do que as oferecidas normalmente pelos bancos. Ademais, há subsídios federais (e por vezes estaduais) disponíveis para as faixas 1 e 2 do programa.


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